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O que a crise atual tem a ver com a de 1929?

Atualizado: Mai 20


A pandemia tem reforçado que a gestão de incertezas é cada vez mais necessária. Os planejamentos traçados com base em diagnósticos, previsões e premissas que remetem a cenários estáveis e "estáticos" não são suficientes.

Nós, empresários, sabemos que "viver não é preciso", como já dizia Fernando Pessoa, e temos comprovado que ações mínimas podem causar grandes prejuízos. Não são apenas pandemias as capazes de sacudir os mercados ao redor do mundo.

Faz poucos dias que uma postagem do bilionário Elon Musk no Twitter bastou para derrubar em mais de 10% as ações da Tesla, uma das mais valiosas indústrias automobilísticas do planeta. O fato deixou uma lição: a atenção dos empresários a cada passo dado precisa ser extrema, por mais insignificante que possa parecer.

E a atenção não deve se limitar a períodos de crise, como o atual. Não podemos nos esquecer que foi em decorrência de um cenário perfeito, com crescimento econômico vertiginoso, que gerações anteriores viram o mundo cair de joelhos.

A famosa crise de 1929, que teve início nos EUA e se alastrou pelo mundo, nasceu devido à superprodução industrial e agrícola do país norte-americano, num período de grande geração de empregos e de consumo em franca expansão, entre outros sonhos de qualquer empreendedor.

A facilidade de crédito e a especulação financeira puseram a superpotência mundial abaixo com a venda em massa de ações do dia para a noite. Isso ocorreu depois das empresas norte-americanas se desvalorizarem em virtude da produção excessiva para um mundo que consumia cada vez menos mercadorias dos EUA. Países europeus dependiam cada vez menos dos empréstimos da terra do Tio Sam e se reerguiam após terem sido devastados pela primeira guerra mundial.

Os Estados Unidos, um dos principais importadores de matérias-primas do planeta e o maior exportador de produtos industrializados, não viram a realidade mundial se redesenhar, enquanto países como o Japão, que agonizava após a primeira grande guerra, encontravam caminhos para sobreviver e crescer em meio à crise. Histórias como a da família de Sakichi Toyoda são inspiradoras.


Sakichi nasceu em uma vila de produtores de tecidos numa época em que os teares eram uma tradição japonesa. Tornou-se empresário e sua companhia era uma das maiores do país. O filho Kiichiro viajava para conhecer as inovações nos mercados externos e foi assim que, após Kiichiro visitar a linha de produção da Ford nos EUA, que Sakichi decidiu abrir mão de parte da indústria de teares e apostar no ramo automobilístico.

O empresário não viu a Toyota (decorrente do sobrenome Toyoda, com “d” mesmo!) começar a comercializar veículos nem se tornar uma das maiores indústrias automobilísticas do planeta. Sakichi faleceu antes disso, mas deixou de herança o espírito inovador que o filho Kiichiro soube conduzir muito bem.


O modelo de negócio da empresa, que divergiu do fordismo por falta de conhecimentos no ramo, por escassez de matéria-prima, por carência de mão de obra qualificada e por inexistência de consumidores, foi copiado no mundo todo e ainda hoje é lição obrigatória nos cursos de Administração.

Se analisarmos a situação do Japão no pós-guerra e observarmos as condições do planeta hoje, que lições podemos tirar da história da família Toyoda? Você já enxerga o movimento mercadológico iniciado com a revolução imposta pela Covid-19?

Alguns segmentos definharam, outros têm resistido, outros se fortaleceram, outros têm se reinventado, outros ainda nascerão das novas demandas. E o que você tem feito? Como o setor em que você atua pode inovar neste período conturbado?


Vinícius Silveira

Diretor da Apoio – Projetos, Instalações e Consultoria e

da On Line – Projetos, Desenhos e Plotagens


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